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Música para criança...

 O Pato Paco

O Pato chamado Paco
Um dia foi passear

O Pato chamado Paco
Foi para lagoa nadar

O Pato chamado Paco
Ouviu o sapo a coaxar

O Pato chamado Paco
Pediu o sapo para lhe ensinar

O Sapo coaxou no lago
E pediu o pato para imitar

Coaxa Pato Paco
Coaxa Pato Paco
Coaxa Pato Paco quá quá... (3X)

Dedicado a todas as crianças do umbral...



- Copyrigth by Alexandre às 18:06:08
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"Você tem de voltar o futebol aos 20% mais ricos da população. É antipático, é elitista, mas tenho de trazer para o estádio pessoas que possam gastar dinheiro". A posição de Mauro Holzmann, diretor-executivo do Clube dos 13 (entidade que reúne os maiores times do país) e diretor de marketing do Atlético-PR, não é nova. Mas é tão explícita que choca: o futebol, a paixão nacional, a "alegria do povo", pode tirar de campo as classes sociais que mais cedem "pés-de-obra" e torcedores para os clubes.

Brasil

Fui sem ser convidado
Para a festa VIP
Que o mundo viu
Onde pobre não entra
Onde a elite se esbalda
E torce para o Brasil

Um estádio vazio
Só quem foi viu
Onde cabiam mais de cem
Agora só cabem poucos
Mais ou menos quarenta mil

Carros importados no estacionamento
Luxo e até boate lá dentro

Foi a festa da desigualdade
Em que o pobre fica de fora
E quem pode vai para dentro

No lugar do vendedor de cerveja costumeiro
Um elitisado baleiro
No lugar do picolé natural
Um produto de multinacional

Camarotes, vips, celebridades
Empresários, milionários e suas beldades
O Minerão está diferente do normal
Hoje ele retrata a nossa grande desigualdade social

Ingressos que o salário mínimo não compra
Jogadas que só o futebol brasileiro tem
O paradoxo do terceiro mundo
O rico paga para ver quem já foi pobre também



- Copyrigth by Alexandre às 15:24:25
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MÁQUINAS DEMAIS

Lentamente o contador vai sendo acionado
Dígito após dígito ele vai marcando
Quase melancólico
Quase bucólico
Não há nuvens no céu
E quase podemos tocá-lo
Mas é necessário que se chegue no topo
É necessário alcançá-lo

Quando nos esquecemos do elementar
Algo de bom fica para traz
Dependemos nossas vidas por uma máquina
E nos tornamos máquinas demais
O corpo esquenta como uma máquina
Mas sem a farda ele volta ao lugar
A máquina esquenta a cabeça
Que quente é induzida a errar

Lentamente o contador vai girando
Há sorrisos, há alegria
Mas não como há tempos atrás
Agora somos também tensos
Por termos virado máquinas demais
A asma, o despreparo e o cansaço
Me lembram que sou humano
As lindas paisagens e vistas
Compensam o esforço desumano

Alguma coisa agora é diferente
E talvez seja a hora de pensar
A derrota fez a sua sombra sobre nós
No momento em que mais desejamos ganhar
Não sei se falta toda aquela alegria, despreocupação
Que em algum momento deixamos para traz
Mas o certo é que abandonamos nossos cansativos cálculos manuais
Para nos tornarmos máquinas demais

Onde está a mente vazia por algumas horas ?
E a desimportância dos altos e baixos do gráfico final ?
Mudamos o foco e o castigo veio, grande demais
Não somos mais os mesmos
Infelizmente nos tornamos máquinas demais.



- Copyrigth by Alexandre às 12:25:00
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