
SORRIR
Trago um sorriso novo A cada vez que chego Não importa onde chego Trago um sorriso novo A cada vez
Cada um merece Um sorriso novo Mesmo que eu não conheço Ou se não vou conhecer Trago um sorriso novo A cada vez
E assim entro nos lugares Vejo os momentos Assisto as cenas
E assim recebo das pessoas Talvez um sorriso de volta Talvez a indiferença
Abro as portas Deixo-as entreabertas Para quando for preciso Trago meu sorriso A cada vez
Às vezes nem falo Pois não é preciso Basta só o meu sorriso A cada vez
Sorrir é mais difícil que chorar Porque chorar é conseqüência E sorrir é se doar
- Alex às 09:10:24
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TRISTE OLHAR
Vejo um olhar Caminhando entre as lojas Alguém que parece perdido Procurando Deus sabe o quê As mãos nos bolsos O olhar longínquo Tudo me leva a crer Ele procura alguém Algum rosto perdido na multidão Realidade ou ilusão Susto fruto da imaginação Vejo um olhar Mas suas esperanças parecem agonizar Vejo um olhar Triste olhar...
- Alex às 18:14:37
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PONTES (A dúvida do desemprego eminente)
Sobre nossas cabeças As pontes rolantes disparam Suas correntes Suas sirenes Tudo melancólico Sem emoção De um lado para outro Sentidos diferentes Sem nenhuma direção As máquinas cospem fogo Como que praguejando Através de sua gosma quente Delirando Como toda essa gente
Sobre de nosso corações A incerteza dispara Suas aflições Suas idéias Tudo enigmático Com indecisão De uma hora para outra Sentidos inexistentes Sem nenhuma solução As mentes cospem sofrimentos Como que adivinhando Através da sua massa quente Delirando Como toda essa gente
Nossas cabeças sobre nossos corações São pontes que disparam incerteza Acorrentando suas aflições Soando suas idéias Melancolia enigmática Indecisão emocionante Dos dois lados da hora Diferença inexistente Solução direcionada Sofrimento cuspido que queima Massa gosmenta de gente Delírio Como em todo dia quente
- Alex às 13:13:03
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"Ainda longe Não envio respostas Apenas leio Apenas leio..."

CATANDO TECLAS (Ao som de Maria Rita)
Lá fora os carros e os pássaros E eu aqui dentro sem saber Será que hoje é sábado ou fevereiro E eu aqui sem me entender E atravesso o avesso E corro pelo mundo Vou a fundo Na avenida repartida Fica tudo mudo e sem sentido Em um segundo Só me resta saber agora A hora de voltar Com a certeza séria De quem quer chegar Só me resta agora o mundo Que não é meu O mundo que sempre é mundo Que não me entendeu Só me restaram as chaves De um carro imaginário Que voa ao contrário Para onde quero ir Sem documento e placa Estaciona e para Sem ninguém nos ver E sobre o mesmo chão Que já foi teto Passa olhando para cima Mais um colorido avião E tudo é bom E nada é saudade Pois quem já se foi Passa na televisão Pela janela vejo mundo Respiro profundo Esse ar que não é meu E me pergunto hilário Onde é meu mundo Se esse não é meu Isso não é cultura Ou literatura É apenas mais um outro texto Que esse alguém escreveu Com a melodia na cabeça Foi catando teclas E deu no que deu...
- Alex às 14:02:16
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