
Você se lembra dos fantasmas?
Os mesmos que lhe separaram
Daquele que mais lhe amou?
Os mesmos fantasmas que fizeram brotar lágrimas
De olhos maiores que os teus
Puxados para dentro
Não para fora como os seus
Talvez estes fantasmas foram embora
Depois de cumprir o que estava predestinado
Desencontro marcado
Nascido para dar errado
Do alto da serra, ainda existe um sol nascente
Que mesmo depois de tudo ocorrido
Põe-se no oriente
Na há mais fantasmas naquele lugar
Apenas uma brisa leve e fria
Cheiro de desencontro no ar
E hoje, às vezes e sem querer
O fantasma de ontem, hoje pode ser você
Que aparece e desaparece ao mesmo tempo
Sem perceber
E a vida é mais surpreendente do que se vê
Ontem corrias atrás de seus fantasmas
Hoje o fantasma é você.
A Praça da Liberdade era presa às nossas idéias
Era o realismo surreal da praça
Da vontade de voltar e viver
Mas como voltar
Se o motivo da minha vida é aqui
Nesse presente sem fim
Onde tenho tudo que busquei
Todos estes anos
Não há escolha
Mas ainda posso me lembrar
E imaginar ter sido diferente
Sem deixar de ser agora
Onde minha felicidade mora
Um outro lado
Uma outra escolha
Uma vontade de ficar onde está.
Eu apenas era parte disso tudo
E meu passado no presente esta