
Do pedaço de céu
Que veio do céu, como um cuspe da terra
Infeliz pelos maus tratos e torturas
E toda maldade que cometem com ela
E Belo Horizonte resiste bela
Agora limpa como em um descarrego
Provida de tapetes verdes na rua
Cada tapete na rua mais uma árvore nua
A chuva veio forte e gelada
Vento água e pedrada
Fernanda – a árvore bela – se molhava assustada
Árvore da felicidade, por isto poupada
O chão agora branco, não é um chão de giz
E meros devaneios tolos de nada vão adiantar
O recado foi dado firme e forte
A natureza pede ao homem para parar
Porque com ela é fácil
E eu um dia achei o fácil impossível
Porque com ela é simples
E o simples já me pareceu inalcançável
Então é por isso que me perco nela
No seu jeito fácil de ser tão bela
Na beleza da sua simplicidade
Nem impossível nem tão pouco inalcançável
E estava errado quando á felicidade
Por que ela é o todo
E a tristeza sim é que é mera dosagem
Então com ela tenho a certeza da felicidade
No seu jeito de fazê-la um todo
Esqueço-me de tristeza mesmo em mínima dosagem
E penso que o mundo estava mesmo certo
E valeu á pena passar por tanto e tantos
Talvez sem isso hoje não fosse capaz de reconhecer
Talvez sem tudo isso não fosse capaz de você
Mas com ela é fácil
Do sorriso de não poder à alegria da conquista
E sigo com ela na parte de dentro de meus olhos
Para vê-la no escuro e nunca mais me perder sem ela novamente.
Na praça da Livraria Travessa
Existem muitas fotos exibidas
Disputando espaço com quadros pintados
Retratando uma cena já vivida
Essa imagem de sábado à tarde
Quando muitos bebem na livraria
Embora constante é sempre diferente
Por isto não me causa antipatia
Existe também uma música
Tons de Jazz ou suave melodia
È a energia que une todo mundo ali
Esteja parado, bebendo, contemplando ou em simples travessia.