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Desde que você esteja nele

Se tivesse que parar em cima de uma perda
A pedra da bruxa - São Tomé das letras
Se tivesse que ver a macumba
Caixa prego – Ilha de Itaparica
Se tivesse que correr na praia
Trancoso - Bahia
Se tivesse que andar pela cidade
Belo Horizonte – segunda terra
Se tivesse que ir em uma casa
Do duende - Lavras Novas
Se tivesse que ver o mundo do alto
Minha casa - nosso mundo
Se tivesse que andar no alto da montanha
Ibitipoca - Minas Gerais
Se tivesse que passar muito frio
Pico da Bandeira - Terreirão
Se tivesse que caminhar na areia
Canoa quebrada - Brasil
Se tivesse que respirar história
Pelourinho - Salvador
Se tivesse que olhar um beija flor
Lapinha – sonho de pais
Se tivesse que me curar de todos os males
Sala - morro do cruzeiro
Se tivesse que me encher de emoção
Mineirão - Clube Atlético Mineiro
Se tivesse que andar na estrada
Serra de Petrópolis - Rio
Se tivesse que descansar na praça
Liberdade - ainda que de tardinha
Se tivesse que tomar banho de cachoeira
Carrancas – terras do sul
Se tivesse que enlouquecer
São Paulo - universo
Se tivesse que ficar triste
Saraievo - bagdá
Se tivesse que sonhar
Londres – velho mundo
Se tivesse que voltar
Uberaba - Natal
Se tivesse que esquecer
Ouro Branco – ponto final
Se quisesse ser feliz
Aqui, lá, qualquer lugar - desde que você esteja nele...



- Copyrigth by Alexandre às 02:44:49
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A maldita janela

Depois de tanto tempo
Acabamos por nos encontrar novamente
Eu e a maldita janela
Que me mostrava o shopping e o hospital

O carpete caramelo me lembrava que existia um sol
Mas era nele que eu pisava
E jogava as cinzas do meu cigarro
Que quase levou minha saúde embora

Era de lá, daquela janela, que eu pensava na vida
Um estacionamento, uma avenida, um resto de serra do curral
Preso no aquário de concreto
Perdendo a vista na busca de algum sinal

Depois de tanto tempo
A lembrança da janela me traz outras emoções
A vida em Santo Agostinho era muito boa
Mas eu não podia aproveitar
Hoje posso mais
Mas não estou mais lá

Minha janela de hoje é pobre de paisagens
E os “pra nada” já não estão mais lá
Difícil mais ainda é admitir minha saudade
Saudade daquilo que não gostava
Saudade daquela maldita janela
Onde mesmo infeliz ainda podia enxergar
A cidade que havia depois dela



- Copyrigth by Alexandre às 01:05:16
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