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Morte e Milho Verde

Nem todo dia
Nem toda hora
Nem todo céu
Nem toda casa
Nem tudo mais
Nem tudo menos
Ou sem
Ou mais
Nem mais
Nem menos

Sofreu pela espingarda a morte matada
Acabou de morrer de cabo de enxada
Tão frio quanto o leito do rio que há muito não passa
Poeira vermelha e caos no meio da estrada

Os cavaleiros e as cavalhadas
Os tropeiros e as cavalgadas
Os reis fazem suas folias
Junto dos congados e suas espadas

No leito de morte a cachaça e a barrigada
Bebendo o defunto pobre moribundo que morreu de graça
O canto do morto que ecoa na noite e na madrugada
Enterro e festa velório animado de morte cantada

Nem todo dia ou a toda hora
Esteja no céu ou esteja em casa
Sem mais nem menos
Se morre de graça.



- Copyrigth by Alexandre às 22:34:47
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