
O Samba da poesia X a Obra de arte
Obras de arte ficam em museus
E os livros todos voam para as bibliotecas
Não sou artista sou escritor
Escrevo letras não pinto telas
Daqui a cem, duzentos anos
Não sei onde estarei e nem se vou me lembar
Talvez serei um turista em um museu
Ou um estudante da biblioteca a se esbaldar
Mas nos museus, até quem não gosta consegue entrar
E nas bibliotecas é necessário o silêncio para se estudar
As letras se modernizam
As telas ficam por onde estão
E eu como sou escritor
Não sei bem para onde elas vão
Sinto muito em dizer, pode crer
Que a tela pede para ser vista
E a poesia não pede para se ler
Sinto orgulho em falar, para variar
Que a tela pode se destruir
E a poesia, e a poesia
E a poesia pode se duplicar, triplicar, multiplicar...