
“SE APAIXONEM-SE”
(Feliz 2005)
Irmãos, todo os anos, venho aqui lhes oferecer os meus votos de um ano novo cheio de paz, alegria, saúde, etc.
Neste ano, além de tudo isso, gostaria de deixar uma mensagem, digamos, um pouco mais especial: “SE APAIXONEM-SE” !!!
Este é o meu desejo para vocês em 2005. “SE APAIXONEM-SE” por aquela pessoa que você convive a muito tempo e não gosta, pelo trabalho exaustivo e chato, pelo trânsito caótico...
“SE APAIXONEM-SE” pelos dias cinzentos e chuvosos, pela solidão momentânea, “SE APAIXONEM-SE” por tudo !!!!
“SE APAIXONEM-SE” por suas esposas e maridos, pelo seu trabalho, pelo seu curso, pelas suas tarefas, pelos seus animais de estimação.....
“SE APAIXONEM-SE” -se pelos amigos esquecidos, pelos parentes perdidos, pela brisa, pelo sol e o por do sol.
“SE APAIXONEM-SE” por tudo aquilo que já foi chama e hoje se abrasou.
Este é o meu maior desejo para 2005: que vocês, eu e todos nossos irmãos espalhados pelos quatro cantos do mundo “SE APAIXONEM-SE”...
“SE APAIXONEM-SE” por tudo aquilo que os incomodem ou entristecem ou desconhecem e por tudo aquilo que se esqueceram.
Porque ? A paixão é um dos sentimentos mais extraordinários que existem e todos os seres vivos se apaixonam !!! Duvida ? Então pense nos cães que se apaixonam com seus donos, as plantas com a água refrescante, os peixes com o mar... Todos nós nos apaixonamos pelos semelhantes de nossa raça !!! Todo ser vivo se apaixona porque a paixão é a obra prima de Deus !!!
A paixão esconde os defeitos, as diferenças, as deformidades. A paixão desconsidera mágoas, desdenha da raiva, apaga o ódio.
A paixão é a porta de entrada para o dia em que finalmente todos nós seres vivos deste planeta finalmente aprenderemos a amarmos uns aos outros.
Por isto meus irmãos, desejo que em 2005 todos “SE APAIXONEM-SE” e por tudo !
E se de alguma forma “SE APAIXONEM-SE” parecer uma tarefa muito difícil, comecem por Deus.
Enchente
Lá fora, misturam sol e chuva
Dão origem à tempestade
Que de carona no vento bate à minha janela
E me invade
De janelas fechadas não vejo o mundo
Como desejo
A água fica do lado de fora
E assim não vejo o mundo
Como agora
E a chuva cai, como estrofe quebrada
Idéia desordenada
E o vento a traz
Através de sua força alada
O Sol se vai
Da lugar à noite
Que cansada do orvalho
Não faz o contrário
À noite, a chuva mantém
Invisivelmente molhada
Incrivelmente tornada
Quase transtornada
O chão lavado, agora trinca
O rio renovado agora transborda
Raios que se cruzam, sem que se partam
Água que se acumula em vão
Estamos todos molhados agora
Denunciando a chuva, que se foi embora
Rodos, toalhas, um gole de café
Tudo que restou foi a lama
E a nossa inabalável fé.