
Clube Atlético Mineiro
Ainda que só reste eu na arquibancada
Sozinho irei torcer para o Galo
Provocarei os inimigos
E calarei a boca daqueles que dizem
Que o nosso clube está acabado
Somos torcedores em preto e branco
Gritando, torcendo, vibrando
Incentivando os guerreiros em campo
Não há lugar para outro time no nosso coração
Só quem é Atleticano sabe entender a razão desta paixão
Gritamos, torcemos, cantamos o hino
Trazemos no peito este amor desde menino
As palavras se perdem ao retratar esta paixão
Porque indescritível é tamanha emoção
Estamos aqui na arquibancada e lá embaixo está o nosso Galo
Correndo, lutando, jogando
Pressionando e abatendo o adversário
Colecionamos vitórias memoráveis
Celebramos títulos incontestáveis
Somos torcedores do Glorioso Clube Atlético Mineiro
Das torcidas somos a maior do mundo inteiro
Quando morrer o último Atleticano
Não é sinal que o clube irá acabar
É um sinal dos novos tempos
Onde o futebol mudou de lugar
Que se calem todos os nossos inimigos
E que as tentativas dos adversários vão para fora
Que nossos chutes estufem a todas as redes
Que cada partida seja uma nova vitória
Ainda que só reste eu na arquibancada
Mesmo sozinho irei torcer e vencer com o Galo
Assim como Drumond que torceu contra o vento
Que derrotado passou a soprar ao contrário.
O Poeta de bronze
Quem sou eu no meio desta cidade ?
Pessoas que me esbarram sem tempo de se desculpar
Onde o tempo é inimigo de todos
E o mais importante é simplesmente estar lá
Na ponta do meu lápis aponta
Sem o risco da fantasia
Tudo aquilo que queria
E que não soube conquistar
Fico em frangalhos
Ao lembrar dos atos falhos
Que dia a dia cometi
Sem ao menos me desculpar
Quem sou eu no meio desta cidade
Apenas mais um corpo
Em outros corpos a trombar
Apressado, concentrado
Sem Tempo de me desculpar
Fico sábio, já sabia
Sem necessidade de aulas de filosofia
Escrevo, vivo e penso
Consumo do mundo a minha fatia
Misturo a minha pressa
Com a pressa dos demais
Vez por outra tento me desculpar
Mas o corpo trombado há muito ficou para traz
Hoje, na rua da Bahia
Trombo com um corpo que não se mexeu
É o poeta Drumond em bronze
Em uma esquina parado, mais perdido do que eu
Ao poeta me desculpo
Porque na condição de imóvel não ficou para traz
Quem sou eu no meio desta cidade?
Bronze ou carne, tanto fez, tanto faz.
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