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Não me pertuntem como nem porque escrevi isto. Apenas soltei a mão...

SEM TITULO

Pude sentir naquele seu abraço
Que me deixaria para sempre
E depois daquele dia decidi
Apenas olharei para sempre

E dei as mãos comigo mesmo
Reinventando uma dupla que meu pai falou ainda vivo
"Respeitar os outros é bom
Mas o mais respeito é consigo."

E fui caindo no mundo
Como um cachorro vagabundo
Horas comendo igual rei
Em lugares que nem falar eu sei

Hora também era a todos igual
Desembrulhando um sanduíche maltrapilho
Enquanto o trem não chegava
Ou mesmo a carona não vinha e me levava

Pois é, caí no mundo assim mesmo
Movido de tristeza por mulher

E fui vendo e conhecendo um monte de outra
E com umas até dormia
Porque eu muito bem me aparecia
E vivia perfumado
Com aquele cheiro bom que mulher tem
E que deixa na roupa da gente
Quando elas querem que nós é que viramos refém

Pois veio a guerra e encheu a terra de miséria
E vi aquele povo todo gritando
E um montão de jovem se matando
Na maioria das vezes sem nem saber porque estava lutando

Mas tudo acaba nesta vida e a guerra se acabou
Mas deixo desfigurado como uma cicatriz
A chance de toda aquela gente finalmente ser feliz

Depois da guerra eu já não era tão jovem assim
Mas tinha comigo as mesmas coisas
Principalmente aqueles que maltratavam de mim

Já tinha rodado o mundo ganhado e perdido muito dinheiro
Tinha aprendido de tudo dentro de templo budista e até mesmo nos puteiros
Então já vencido pela idade, percebi que minha vida foi sempre uma falsidade
Porque minha vida mesmo era a jovem moça que deixei escapar na minha cidade

Tomei o trem e o avião
Fui de encontro ao que minha vida inteira batia no meu coração
Quando cheguei na minha cidade, apesar da tenra idade
Já não parecia que a minha bengala me ajudava a firmar os pés no chão

Procurei por Helena, que me disse adeus um dia
E eu bravo logo iniciei minha partida
Sem saber do sentimento certo daquela minha querida
Na verdade o não dela, não era o que sentia
Era o tal charme de mulher que na iguinorância da juventude eu jamais entendia

Bati à porta de Helena, que mais tarde soube eu, que nunca mais outro homem abraçou
Cheio de remorso, fui procurar Helena que jamais tinha esquecido
E que pela boca dos outros soube que me amava tanto quanto também

Na sala da casa de interior, um monte de gente com a cara cheia de dor
Nestas obras do destino fui saber que Helena tivera um desatino
E finalmente no céu se estabeleceu
Seu caixão ainda quente, após a despedida de cada parente
Recebeu o meu adeus e depois desceu

Eu já velho sem mais forças para continuar, me sentei em uma bela varanda
E calmamente esperei que a morte também viesse me buscar
Nessa espera repassei toda a minha vida que apesar de sofrida nada deixou a desejar

Viver eu viveria tudo e da mesma forma se fosse preciso
Mas certamente não partiria sem Helena, o grande amor da minha vida, se pudesse voltar e ter escolhido

Então já que a morte veio me chamar
Eu resolvi escrever este texto como forma de alguma pessoa eu alertar
Nunca fuja do seu amor e nunca saia de perto de onde ele está
Passará a vida vagando e procurando e em nenhum momento a felicidade vai encontrar

Deste jeito vou seguindo e sinto o ultimo suspiro da minha alma saindo
Vou em busca de Helena para tentar fazer tudo de novo de forma diferente
E se conseguir eu volto e escrevo outra história
Só que desta vez muito mais feliz e muito mais contente.




- Copyrigth by Alexandre às 05:49:00
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A Fotografia que inspira a poesia.

O ADEUS

Vejo que hoje você está triste
E pelos seus olhos acho que sei porque
Mais uma desilusão
Um fracassado pedido de perdão
Alguém que se foi
Sem dizer adeus
Apesar das tuas palavras
Que perdidas ao sabor do vento
Foram uma a uma em vão

E me sinto responsável em escrever sobre o adeus
Que acompanhado de sensação ruim
Esteve e está presente em nossas vidas

Tento agora escrever sobre o adeus
Mas sempre as palavras se vão
Sem que o adeus seja dito
Como eu acredito ser preciso

Neste momento descubro
O adeus não precisa nem ser dito
Pois o silêncio também traduz a ausência
E tão ruim igualmente é
Senão mais

Já ouvi várias vezes o adeus
E muitos deles acompanhei de lágrimas
Que nunca bastaram para fazê-lo calar
E por pior que seja saber sua dor
Também algumas vezes tive que dizê-lo
E naqueles momentos igualmente sofri
E igualmente o adeus, dito por mim, me fez chorar

Por isto escrevo sobre o adeus
Porque mesmo para ele há uma esperança
O adeus não é diferente de nada
E mesmo o adeus mantém uma boa aliança

Mesmo que obscuro, o adeus tem um carma que lhe segue
Algo contrário, bom de ser dito e que cura a ferida da alma
Incontestavelmente todo adeus possui um até breve

E o até breve é mesmo o carma do adeus
Seja para o fim que recomeçará anos depois
Ou mesmo quando quem escuta finalmente for encontrar com Deus

O Até breve não retira do adeus a sua dor
Mas assopra o corte
Muda a sorte
Propõe outro norte
Daquele que ouviu um dia o adeus
E enfim, jamais com ele concordou !



- Copyrigth by Alexandre às 10:28:44
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O AGRADECIMENTO

E estas palavras que não saem ?
Onde estarão ?
É assim que me sinto...
Vivo e mudo.

Vivo por estar irrigado com a energia da vida
Vida que vem dos coments
De pessoas que não sei quem
E que agora fazem parte de mim
Sem eu saber de onde vem...

Mudo como os coments são
Que falam sem emitir sons
Mas que tocam o poeta
E fazem com que seu trabalho não seja em vão

Homens não se emocionam com o desconhecido
Poetas sim
E se me emociono diante de tantos comentários
É porque realmente existe um poeta
Dentro de mim.

Nota: Pessoal, estou em São Paulo esta semana e assim que voltar, como sempre faço, entrarei em cada Blog deixado nos Coments e farei uma visita. A todos vocês o meu muito obrigado !



- Copyrigth by Alexandre às 09:47:57
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